Lauro Maia informou, em seu interrogatório, que trabalhava como assessor parlamentar do deputado Rogério marinho (PSDB), na época em que a Operação veio à tona. "Nunca tive contato com a Sesap, a não ser quando se tratava de convênios ligados às prefeituras do interior", argumentou.O advogado também negou as acusações feitas pelos empresários Anderson Miguel e Jane Alves, de que seria o principal destinatário do dinheiro, supostamente pago para que os contratos feitos pelo governo com empresas terceirizadas fossem devidamente executados. "Não consigo entender a ideia disso", declarou Lauro.
![]() Lauro (à direita) garante desconhecer até mesmo uma planilha encontrada pela Polícia Federal em seu computador Foto: Eduardo Maia/DN/D.A.Press |
"Contatos partidários"
O acusado ainda deu esclarecimentos à Justiça sobre sua relação com os demais réus no processo. Lauro disse, diante do juiz, que conhece João Henrique Lins Bahia Neto, secretário-adjunto de Esporte e Lazer do estado na época da Operação, desde a adolescência e da época em que ele trabalhou com Wilma na prefeitura. "Não tinha contatos com ele em termos administrativos. Eram apenas contatos partidários. Ele é uma pessoa boa que cumpre suas obrigações", disse.
Lauro afirmou ainda desconhecer que seu nome era citado nas ligações telefônicas feitas entre João Henrique e funcionários da empresa Líder Locação de Mão de Obra, uma das investigadas no processo. "O senhor sabe por que o sr. João Henrique lhe chamava de 'dono dos porcos' e 'filho da mulher'?", questionou o juiz Mario Jambo. "Só ele pode responder", disse Lauro. O réu também negou as acusações de que o ex- prefeito de Macaíba, Luiz Gadelha, o jornalista Diógenes Dantas, o irmão da ex-governadora, Fernando Faria e o deputado Wober Junior arrecadavam dinheiro para ele. "Nego e desconheço", declarou.

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