![]() Documento, que aguarda resposta, foi entregue em 27 de maio, na governadoria. Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press |
A ideia da carta surgiu nas assembleias realizadas semanalmente na escola, onde os alunos têm a oportunidade de discutir os problemas da instituição. "Surgiu então o questionamento, por parte dos alunos, sobre a possibilidade de greve na escola, e esso foi apenas o início da discussão", explicou a diretora da E.E. Hegésippo Reis, Maria Evânia de Oliveira. A partir daí os alunos começaram a desenvolver textos individuais sobre o assunto e reunir todas as informações em apenas um documento.
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O resultado foi uma carta simples e sincera que começa assim: "Senhora Governadora Rosalba Ciarlini, as greves dos professores e da polícia estão prejudicando a vida da população. (#) Achamos muito injusto precisar ter greve. Com a greve a gente não tem aula e sem aula a gente não aprende nada". E termina assim: "Nós merecemos ter um bom futuro e para isso temos que estudar muito bem, todos os dias".
Compromisso
A E.E. Hegésippo Reis continua com as aulas normais porque os professores e funcionários são comprometidos com a educação das crianças. Há mais de um ano a escola sofre com a falta de uma merendeira, e tem apenas uma servente responsável pela limpeza de todo o prédio. Para minimizar os problemas os funcionários se revezam no preparo da merenda e os alunos ajudam na organização da escola. Nada disso ficou de for a da carta.
"A nossa Escola poderia ser bem melhor, mas aqui falta uma merendeira e uma pessoa para a limpeza. No turno da tarde, desde o começo do ano, qualquer pessoa ajeita a nossa merenda e isso não está certo. É justo a funcionária da Secretaria, o porteiro, a diretora e a coordenadora deixarem as suas tarefas e se revezarem para fazer lanche pra gente, Governadora? Precisamos de uma merendeira com urgência. No final da aula colocamos as nossas cadeiras em cima das mesas para ajudar a única pessoa que limpa a Escola", diz a carta.
DNOnline

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