segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ponte de Igapó: 41 anos sem manutenção
Engenheiro analisa estrutura a pedido de O Poti e revela que pilastras precisam de uma recuperação imediata
Maiara Felipe 

D os 16 pilares que sustentam a Ponte de Igapó, 12 precisam de uma recuperação imediata. Os ferros que estruturam as colunas estão enferrujados e aparentes, contradizendo a norma técnica que estabelece que a camada de concreto sobre eles deveria ser de, no mínimo, seis centímetros. Todo esse desgaste se apresenta em apenas um lado da ponte, o com menos tempo de existência. A ponte presidente Costa e Silva foi construída em 1970 e era uma via de mão dupla. Mas dentro de 20 anos ela já não suportava o intenso fluxo de carros com destino à Zona Norte. Uma nova ponte, ao lado da antiga, foi inaugurada em 1990 e passou a ter quatro faixas e um canteiro central. Com 41 ou 21 anos de de uso, nenhum dos lados passou por qualquer reforma durante todas essas décadas.


Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
"Não é que ponte vai cair amanhã, mas precisa de uma recuperação imediata", declarou o engenheiro civil e de segurança Eunélio Silva. O especialista acompanhou a equipe de O Poti/Diário de Natal e avaliou as condições estruturais da ponte,assim como fará em mais 35 do Rio Grande do Norte. Com apoio de um barco cedido por um pescador local, foi feita uma verificação das condições dos pilares. Eunélio afirmou que na esturura de concreto protendido que são as vigas, situadas na parte horizontal da ponte, não há indícios de desgastes.

Situação muito diferente da estrutura de concreto armado que monta as pilastras. A partir do pilar de número 4 - no sentido Zona Norte/Sul - a corrosão é notória. Principalmente os pilares centrais estão apresentando um desgaste elevado. As estruturas de ferro que os sustentam estão visíveis, sem praticamente qualquer cobertura de concreto. " O tempo vai passando e a situação vai piorando", alertou o engenheiro.

Apesar do comprometimento de algunas partes da ponte, Eunélio chamou atenção para o fato da ponte mais antiga não ter nenhuma deterioração. Segundo ele, não há uma explicação para isso. Provavelmente, o estado de conservação esteja relacionado ao processo construtivo de cada uma. Do lado "velho", foram constatados problemas somente em duas vigas. Não foi observado também nenhum problema na fundação dos pilares.

Na parte superior da ponte, onde diariamente passam cerca de 50 mil veículos, o asfalto apresenta rachaduras que cortam toda pista. De acordo com Eunélio, no recapeamento não foi respeitado o espaço existente entre as juntas da estrutura da ponte. Com isso o asfalto recobriu as juntas, o que resultou em rachaduras com o passar do tempo. Além disso, o local destinado à passagem de pedestres apresenta buracos que colocam em risco quem resolve fazer aquele caminho. Há crateras que ocupam todo espaço, inclusive, até mato está nascendo em alguns pontos. Falta apoio para o pés e para as mãos. Em alguns trechos, o muro de proteção tem apenas o ferro como estrutura de segurança, com todo o revestimento de concreto tendo desaparecido.

Dnit
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte do Rio Grande do Norte (Dnit), através de sua assessoria de imprensa, informou que existe um projeto de recuperaçãosendo elaborado para ponte de Igapó. O documento deve ser concluído até junho deste anos. Após esta data, será aberto o processo de licitação para a contratação da empresa que fará os serviços. 
Fonte: DNonline

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