quarta-feira, 6 de julho de 2011

Alfredo Nascimento cai do Ministério dos Transportes
Novas denúncias contra o ministro e seu filho publicadas hoje tornaram insustentável sua permanência no governo Dilma Rousseff
ABr
Em seis meses de governo, Alfredo Nascimento é o segundo ministro de Dilma a cair por denúncias de corrupção
Rudolfo Lago e Mário Coelho

O ministro Alfredo Nascimento acaba de pedir demissão da pasta dos Transportes. A crise começou no fim de semana com matéria da revistaVeja, que contava que a presidenta Dilma Rousseff estava descontente com superfaturamentos nas obras do Ministério dos Transportes. A reportagem acrescentava que esses superfaturamentos se deviam à existência de um esquema de cobrança de propina por parte do PR, partido de Nascimento.

Inicialmente, Nascimento afastou diretores da cúpula do ministério e permaneceu no cargo. Hoje (6), porém, duas notícias agravaram a situação de Nascimento. A primeira, do jornal O Globo, mostrava que o fillho do ministro, Gustavo Morais Pereira, tem uma empresa que teve o espetacular crescimento de 86.500%, e que indiretamente negociava com empresas que recebem verbas do ministério. Outra matéria, darevista IstoÉ, republica um vídeo, originalmente publicado pelo jornal Correio Braziliense em setembro de 2009, que mostra Alfredo Nascimento negociando com o presidente de honra do PR, Valdemar Costa Neto, a liberação de verbas públicas para levar para o partido o deputado Davi Alves da Silva Júnior (MA), que então estava no PDT.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, Nascimento disse que entregou seu pedido de demissão em caráter irrevogável. O boletim informa também que o senador licenciado decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. "O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos", diz a nota.

De acordo com a nota, Alfredo Nascimento vai reassumir, além do mandato de senador, a presidência nacional do Partido da República (PR). "[O senador] coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela", afirma. Ao reassumir o mandato, João Pedro (PT-AM) volta para a suplência.

Leia a íntegra da nota:
"ESCLARECIMENTO
Brasília, 6 de julho de 2011.
O Ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável.
Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos.
Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela."
Fonte:Congressoemfoco

segunda-feira, 4 de julho de 2011


Batalhão Mall: Comandante exonera PMs e documentos são apreendidos

Coronel Araújo Silva confirmou "afastamento das funções" dos 12 policiais presos na operação. Além disso, notas fiscais foram encontradas em Assú.



Foto: David Freire
Coronel Araújo Silva e promotor Wendell Beetoven explicaram operação
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Os doze policiais militares detidos nesta segunda-feira (4) durante a operação Batalhão Mall, desencadeada pela Polícia Militar e o Ministério Público Estadual (MPE), foram exonerados de suas funções pelo comandante geral da Corporação, coronel Araújo Silva. 

Os dez soldados estão presos no prédio do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Já o tenente-coronel ficou detido no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar e o major no Batalhão de Choque. Somente na gestão do coronel Araújo Silva no comando da PM, 48 policiais "perderam a farda" pelos mais variados crimes julgados pela justiça e outros 40 estão sob investigação.Durante a coletiva para falar da operação, o coronel Araújo Silva anunciou o nome dos novos comandantes do Batalhão de Assu e da 2ª Companhia Independente de João Câmara. Foram nomeados o tenente coronel Natan Jorge Melo Júnior e o major Josemário Xavier Paiva, respectivamente.Além disso, segundo informações do promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra, responsável pela área de Controle Externo da Atividade Policial, foram encontradas notas de pagamento nas buscas e apreensões realizadas durante a operação. "Esses documentos estavam nas empresas", informou.Nelas constam valores de R$ 3 mil, que seria o valor mensal pago pelos empresários aos policiais para os “serviços” ilegais de vigilância nos postos de combustíveis e de escolta as agências da Nossa Caixa e do Banco do Nordeste. Para os trabalhos de vigilância, supõe-se que a divisão seria da seguinte maneira: R$ 300 para os soldados e R$ 600 para os oficiais. Já na escolta, o repasse dos valores seria de R$ 600 para a Nossa e R$ 400 para o BNB. "Vamos trabalhar com a suposta execução de segurança 'diferenciada' por soldados e a possível participação de pessoas com comando", explicou o promotor da forma como será desenvolvida o restante da investigação.O promotor disse que a motivação para o começo das investigações - iniciadas há nove meses - foram denúncias recebidas pela Comarca de Assu reclamando do policiamento com "pontos de ineficiência" na cidade. "Em alguns locais, o cidadão percebeu uma presença mais constante dos policiais e não havia razão tática para isso", comentou.A partir daí, segundo o promotor, começou um trabalho minucioso de investigação para apurar o que realmente acontecia com o trabalho policial na cidade. "Nossa maior dificuldade foi manter o sigilo dos trabalhos", revelou.Entretanto, Wendell Beetoven ressaltou o trabalho conjunto com Ministério Público com a Polícia Militar para o desenvolvimento dos trabalhos. Questionado se temeu corporativismo por investigar policiais militares, ele argumentou que há o "corporativismo bom, aquele que protege a instituição".Para não comprometer a investigação, o promotor explicou que a vigilância foi realizada em dias alternados "para não serem notados". "Foi uma demonstração de coesão entre o Ministério Público e a polícia em um momento delicado na busca de provas no batalhão", frisou. Wendell fez questão de lembrar que os policiais e empresário detidos na operação "são suspeitos e não são considerados culpados". "Ainda temos muito o que investigar", afirmou. A partir da terça-feira (5), o Ministério Público vai começar a colher os depoimentos dos 12 PMs detidos na operação. Já os empresários estão detidos em Assu onde serão ouvidos na Comarca da cidade. O prazo para a investigação é de 20 dias com a prerrogativa de ser prorrogado por tempo equivalente. 
Fonte: Nominuto.com
Dilma, demita o Jobim!
"Toda vez em que alguém pensou em apurar as atrocidades da ditadura, Jobim fez alarmismo. Nele não destoariam as ridículas exposições públicas em uniforme de campanha, qual garotinho deslumbrado a sonhar com o marcha-soldado-cabeça-de-papel..."
Celso Lungaretti *
O motivo maior para demitir Nelson Jobim é o mesmíssimo pelo qual ele jamais deveria ter sido confirmado no posto em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o colocou, na pior de todas as suas escolhas ministeriais: Jobim nunca se comportou como um verdadeiro ministro da Defesa, a quem cabe dar voz de comando às Forças Armadas.

Pelo contrário, seu papel foi o de porta-ultimatos dos fardados no ministério. Toda vez em que alguém pensou em apurar seriamente as atrocidades perpetradas pela ditadura militar, Jobim fez alarmismo com as ameaças da caserna, conseguindo frustrar as iniciativas dos Genros e Vannuchis.

O pior é que tais ameaças não passavam de blefes: os gorilas comprometidos com o festival de horrores dos anos de chumbo são vistos como relíquias do passado e não têm, nem de longe, o apoio da tropa para novas quarteladas.

Aliás, não se derruba governo brasileiro sem o sinal verde dos EUA e dos grandes capitalistas, que estão se lixando para eventuais punições a Ustras e Curiós. Enquanto o Brasil continuar rezando pela cartilha do capitalismo globalizado, não verão motivo para aventuras institucionais. É simples assim.

Essa gente não troca o certo pelo incerto, como aprenderam os cansadinhos e as aves de mau agouro (aqueles tucanos que têm passado de esquerda, mas apostaram num voo cego para a direita como forma de conquistar o poder... acabando por quebrar o bico e a cara).

No fundo, Jobim pertencia mesmo, de corpo e alma, ao ministério do FHC. Nele não destoariam suas ridículas exposições públicas em uniforme de campanha, qual garotinho deslumbrado a sonhar com o marcha-soldado-cabeça-de-papel...

Então, já passou do tempo da presidente Dilma Rousseff lembrar-lhe que a porta da rua é serventia da casa. Sua última incontinência verbal, espero e torço, será a gota d'água a entornar o copo.

Mesmo porque, se lhe causam tanto asco os idiotas com os quais ele está convivendo no governo  da Dilma, o sentimento é recíproco, pelo menos por parte de quem ainda se mantém fiel aos valores originais do PT. A esses, decerto, repugnam os quintas-colunas e as viúvas da ditadura.

E não dá para acreditar que ele verdadeiramente se referia aos idiotas dos jornalistas. Trata-se, claro, de uma saída pela tangente idêntica à do Jair Bolsonaro, que optou pelo mal menor, preferindo ser acusado de homofobia que de racismo.

Ainda assim, todos os jornalistas que não se veem como idiotas e têm vergonha na cara deveriam engrossar o coro de Dilma, demita o Jobim!

* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém o blog http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.
Fonte: Apud Congressoemfoco
Corpo de Itamar é cremado em Minas Gerais
A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso compareceram ao velório do ex-senador e ex-presidente, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte
Fabio Pozzebom/ABr
Dilma, Fernando Henrique, Aécio e Serra velam o corpo de Itamar Franco em Belo Horizonte
O corpo do ex-presidente da República Itamar Franco foi cremado na cidade de Contagem, região metropolitana de Minas Gerais. Fechado ao público, o procedimento foi restrito a familiares e amigos, que deixaram o local sem dar declarações à imprensa. O ex-senador pelo PPS mineiromorreu aos 81 anos no sábado (2), em São Paulo, onde estava internado no Hospital Albert Einstein desde 21 de maio para tratamento de leucemia.


Leia mais:O topete de Itamar vai fazer falta Itamar disparou contra tudo e todos no SenadoItamar é criticado por jornal paraguaio
Momentos antes, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, encontraram-se no segundo velório de Itamar (o primeiro foi ontem, em Juiz de Fora), realizado no Palácio da Liberdade, antiga sede do governo mineiro. Segundo a Polícia Militar, cerca de 4,5 mil pessoas compareceram para o último adeus a Itamar, cujo corpo foi conduzido para a cremação sob aplausos de populares.Ao chegar ao velório, Dilma abraçou as filhas do ex-presidente, Georgiana e Fabiana, evidentemente abaladas, e em seguida prestou reverência à memória do ex-presidente. Acompanhada de membros do governo, Dilma ficou cerca de uma hora no local, onde trocou palavras com FHC por alguns instantes, ao lado do caixão de Itamar. Acompanharam a presidenta os ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Helena Chagas (Secretaria de Comunicação da Presidência da República). O velório foi interrompido durante a permanência das autoridades.Também compareceram ao velório nomes da cúpula do PSDB, entre eles o governador de Minas, Antonio Anastasia, o senador Aécio Neves (MG) e o ex-governador de São Paulo José Serra.O corpo de Itamar foi conduzido ao velório, no fim da manhã de hoje (segunda, 4), no mesmo carro do Corpo de Bombeiros que conduziu os corpos de Tancredo Neves e José Alencar. Os populares atiraram pétalas no caixão do ex-presidente e entoaram a música de domínio público cujos versos garantem que, quem conhece Minas Gerais, não “esquece jamais”.

Fonte: Congressoemfoco

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Canção da Revolução 2.0 busca caracterizar geração de indignados

As marchas da liberdade tomaram as ruas de diversas capitais do país nos meses de maio e junho. Mobilizados pela internet, sem a mediação de partidos e entidades dos movimentos sociais, eles protestaram pelo direito de protestar e uniram as mais diversas causas em uma mesma mobilização. Ainda é cedo para dizer para onde vai o movimento inspirado na Primaveira Árabe e no movimento dos indignados da Europa. A canção do Mister Lúdico dá o seu palpite.



-As bandeiras das marchas pelo país:



-A marcha em Curitiba:



Mais vídeos:
-Marcha da Maconha é dispersada com bombas de gás
-Churrascão empareda Alckmin: metrô Higienópolis está confirmado

Leia mais:
-Louise Caroline: A marcha das marchas
-Unegro-PR: Manifesto da Marcha da Liberdade
-Marcha das Vagabundas invade ruas do centro de BH
-Marcha das Vadias reivindica igualdade de gênero

Fonte: Portal Vermelho
Ministro do STF nega posse de Jader Barbalho

Apesar da mudança de entendimento do Supremo sobre a validade da Lei da Ficha Limpa, o político eleito falha pela segunda vez no STF e prossegue fora do Senado
Jader Barbalho tenta pela segunda vez e não consegue decisão
favorável do STF para tomar posse
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou nesta sexta-feira (1) pedido do candidato ao Senado Jader Barbalho (PMDB-PA) para assumir o mandato de senador. O peemedebista quer que a corte reveja o posicionamento dado em outubro do ano. Na oportunidade, os ministros barraram sua candidatura ao Senado com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), apesar do empate em cinco votos a cinco. Na época, por meio de um critério de desempate, os ministros não aceitaram o recurso de Jader e mantiveram seu registro indeferido. Foi a segunda vez que Jader fracassou na sua tentativa de assumir o cargo de senador.
Porém, em março, o STF, agora com quorum completo, modificou seu entendimento sobre a aplicação da ficha limpa nas eleições de 2010.Seis ministros votaram pela validade somente a partir de 2012. Na visão da corrente majoritária, as novas regras de inelegibilidade alteram o processo eleitoral. Por isso, deve ser observado o artigo 16 da Constituição Federal, que prevê o princípio da anualidade. Com a nova decisão do Supremo, Jader entrou com o pedido de retratação.
Lewandowski analisou a ação cautelar apresentada pela defesa de Jader por conta da licença médica de Joaquim Barbosa, relator original do caso. Em 2 de junho, Barbosa também negou um pedido de Jader para assumir o mandato.  A negativa desta sexta-feira teve argumentos parecidos com a anterior. Lewandowski afirmou que não pode reverter, de forma monocrática, uma decisão do plenário do Supremo. Há um mês, Barbosa tinha argumentado que, como o acórdão da decisão não tinha sido publicado ainda, não poderia decidir. 
De acordo com sua defesa, a corte devia rever a decisão no caso de Jader Barbalho. Os advogados do peemedebista entraram com embargos de declaração para tentar mudar a decisão que o manteve inelegível. Mas, para a defesa, a demora na apreciação dos referidos embargos causa "dano irreparável ao requerente, detentor de mandato de senador da República, tendo permanecido afastado do cargo por quase cinco meses". Mesmo com o registro negado, Jader teve votação suficiente para conseguir a segunda vaga ao Senado pelo Pará, com 1,799 milhão de votos.
Fonte: Congressoemfoco
Ustra, o torturador: ontem e hoje
A sinceridade levou Arida a reconhecer que 'há muito tempo deixou de ser comunista'. A hipocrisia faz Ustra confessar que continua um torturador – agora, da verdade e da História"
Luiz Cláudio Cunha* 
O cinismo mais explícito deste cínico Brasil está expresso na cara lavada do incorrigível coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro e único oficial do Exército brasileiro condenado pela Justiça numa ação declaratória por sequestro e tortura durante o regime militar. Com a desfaçatez habitual, Ustra aflorou na Folha de S.Paulo para reclamar de um texto de Pérsio Arida, presidente do Banco Central no Governo FHC. O chilique do coronel visava um lado pouco conhecido do economista: o passado de Arida como membro da VAR-Palmares, grupo guerrilheiro da extrema-esquerda.
Em um comovente trabalho — Rakudianai — que ocupou 27 páginas da edição de abril da revista piauí, Arida produziu uma das mais brilhantes e corajosas reflexões já feitas sobre a ditadura, o engajamento político, o medo, o drama e o pesadelo que dominaram o País durante 21 anos.
É uma primorosa meditação sobre os caminhos e descaminhos que marcaram o Brasil na sangrenta década de 1970. Pela força literária e pelo conteúdo testemunhal, é uma peça que constrange a esquerda e envergonha a direita.
 
O inferno
Embora não seja ali citado uma única vez, Ustra vestiu a carapuça e tachou de ‘delírio’ o texto de Arida, que relembra a tortura sofrida no DOI-CODI de São Paulo, comandado pelo coronel na fase mais truculenta do regime, o governo Médici. Conhecido nos porões como ‘major Tibiriçá’, Ustra tenta rebater — sem provas, nem fatos — o relato circunstanciado de uma de suas vítimas.
O ofício de violência do coronel fala por si, com a veemência do sangue e a eloquência dos números que gritam em sua turbulenta ficha militar. Ustra operou o símbolo mais estridente do terrorismo de Estado no País: o DOI-CODI da Rua Tutóia, um antro de dor e horror que define a ditadura perante a História. 

Durante os 40 meses de seu reinado, entre 1970 e 1974, morreram lá 40 presos. O cardeal Paulo Evaristo Arns contabilizou, neste período, 502 denúncias de tortura.
Só o casal Maria Amélia e César Teles sobreviveu ali onze meses de 1973 — e a dezenas de sessões de tortura na máquina de moer carne de Ustra. Os filhos, Janaína e Edson, na época com 5 e 4 anos, são testemunhas: “Durante cerca de 10 dias, minhas crianças ficaram no DOI-CODI. Dentro da cela, me viram sendo torturada na ‘cadeira do dragão’, cheia de hematomas, com o rosto desfigurado. Na semana em que meus filhos estavam ali, os torturadores falavam que os dois estavam sendo torturados. Disseram que eu seria morta. Isso foi o tempo todo. Ali era o inferno”, contou Amélia em 2006, quando começou o processo contra Ustra na 23ª Vara Cível de São Paulo.
 
A hipocrisia
Ao condená-lo, o juiz Gustavo Santini Teodoro observou que as testemunhas, que estiveram presas com os Teles, sustentavam que Ustra comandava espancamentos, choques elétricos e tortura psicológica. Das celas, escutavam o berro e o pranto dos presos: “Não é crível que os presos ouvissem os gritos dos torturados, mas não o réu [Ustra]”, sentenciou o juiz.
Surdo de novo à voz da razão, o sonso coronel tenta escapulir à responsabilidade classificando o irrefutável relato do economista como “imaginário, fictício e delirante”.
A sinceridade levou Arida a reconhecer que “há muito tempo deixou de ser comunista”.
A hipocrisia faz Ustra confessar que continua um torturador – agora, da verdade e da História.
Fonte:Congressoemfoco

RÍTMO MALUCO A-Z

Avexado, atrevido
açude,ato,atalho
alfabeto, alvorada,
atol, atum, atrapalho.

Bom brinquedo,bem brincado,
bom batuque batucado,
bateu bem
bolão bolado.

Com canto cocão
     côco chocalhado
com coração cangaceiro
canto com 
colo caseiro.

Danço destino danado,
desenho doida do drama,
despida dona doída
dor, doce, desce, drama.

Esqueço economia,
equilíbrio, ecologia,
embolada,
energia.

Ferrolho, fé, ferrovia,
fechadura, facção,
foice,
flutuação.

Gaiato, graxa,gaiola,
greve, gume, gratidão,
grito, grude,
gestação.

Horizonte, hino, hora,
habilidade, heresia,
hiena, hélice,
histeria.

Ideário,inocente,
ironia, ilusão,
Ivo,
inovação.

Jericó,  jaraguá,
janela,
jardim,
jantar.

Lindo, luar,
lampião,
lampejo, lua,
lapão.

Mangangá,mulungu
moderado, mola, mata,
maxixe
maracatu.

Nuvem,nova,
nordestina,
nutrida,neve,
neblina.

Outono, ouro, oliva.
ovelha, original,
obrigação,
ordinal.

Palavreado, profeta,
papa, pagão,
pula, pulga,
punição.

Quenga, queijo, queimadura,
quilate, 
quilo,
quintura.

Repentista, retirante,
roça, roçado, racismo,
renegado, ritual,
roteiro, rol, realismo.

Sonho, som, semeadura,
sofrida,  sentimental,
sofre, safada, sistema,
salame, sal, social.

Tropeiro, tropa, torcida,
talismã, taça, tenor,
turbina, tenta, tempestade,
traça, troça, tom, tambor.

Usina,uivo, utópico,
uísque, urca, urubu,
urgente, ultrapassado,
uva, uivo, urutu.

Violino, violão,
viola, vidro, viagem,
visão, viúva, volante,
verso, vida, vivo, vagem.

Xaxado, xepa, xarope,
xote, xadrez,xingar,
xerife, xilografia,
xenhenhem, xodó, xará.

Zangado, zona, zangão,
zoeira, zorra, zagueiro,
zigue-zigue, zabumbá,
zero, zefa, zombeteiro.
Fonte: Diário de Poemas

EM SÃO GONÇALO DO AMARANTE/RN O MELHOR CHURRASQUINHO DA CIDADE ESTÁ NO POINT DO LANCHE



Seu Francisco e sua esposa chegam todos os dias de segunda à sábado a partir das 17h00, para abrir seu comércio de espetinhos, com uma variedades de churrasquinhos: calabresa, carne, língua de boi e um famoso pirão de mão de vaca que é um verdadeiro energético. Além de um bom atendimento ainda serve uma cervejinha estupidamente gelada e um aperitivo. Vale apena conferir na rua Alexandre Cavalcante em frente ao Ticos Bar e vizinho a prefeitura.
Foto: Efigênio Silva

PREFEITO JAIME CALADO FAZ REUNIÃO COM LIDERANÇAS NO RESTAURANTE TICOS BAR



Prefeito Jaime Calado Pereira dos Santos
Ao reunir lideranças, secretariados, adjuntos, cargos comissionados e apoiadores da administração atual, o prefeito Jaime Calado fez um balanço administrativo da gestão - prestação de contas análises pontuais das realizações como: capacitação de mão de obra para  500 costureiras, pedreiros ( hoje maioria empregados), inglês e espanhol, melhoria na saúde como as cirurgias de cataratas que estão sendo realizadas sem a população precisar enfrentar filas; os avanços e a dificuldades principalmente no que diz respeito ao mau atendimento prestado à população que se dirige as unidades de saúde a procura dos serviços prestados, pois não admite esse tipo de atitudes por parte daqueles que prestam seus serviços nas entidades de saúde. 
O prefeito Jaime Calado ainda citou os avanços na educação sãogonçalense como: reformas de escolas que estavam prestes a desabar, elevação do IDEB e compra de 400 computares (LEP TOP). Pontuou os avanços da gestão atual, citou as dívidas de 30 milhões e a inadimplência do município na gestão passada que passou para nadimplente na atualidade. 
O chefe do município ainda fez referencia as bibliotecas públicas Dona Militana  e a do Amarante, sem fugir a regra falou da importância do Aeroporto Internacional para a cidade e que pretende trazer para a inauguração do mesmo nada mais nada menos que o rei, sim o cantor Roberto Carlos e outra banda; também falou sobre a inauguração  o IFRN, para este irá trazer uma banda grande (a definir).
Dr. Jaime finalizou a reunião solicitando ao grupo união para superar algumas arestas e juntos caminharem para desenvolverem um atendimento de qualidade a população. Tem mais, citou o Pórtico a ser erguido na entrada da cidade (no  gancho) e da criação do primeiro bairro da cidade o Bairro do Jardim Lola com uma brinquedoteca na na Rua Humaitá e da criação dos CEPs para as ruas de São Gonçalo do Amarante. 
As pesquisas, segundo o chefe do município tem dado favoráveis a administração com aprovação da população. E referendou Padre André como ouvidor do município para ouvir as reivindicações  da comunidade munícipe e desta forma atender e solucionar as situações problemas.       
  Fotos e texto: Efigênio Silva