segunda-feira, 2 de abril de 2012

Contribuinte tem 30 dias para entregar a declaração do Imposto de Renda

Brasília - Os contribuintes têm trinta dias para entregar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012. O prazo, que começou no dia 1º de março, terminará às 23h59m59s (horário de Brasília) do dia 30 de abril para quem utilizar a internet. Quem fizer a declaração em disquete de computador deverá obedecer ao horário de funcionamento das agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Rodrigo SenaO prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda termina no dia 30 de abril.O prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda termina no dia 30 de abril.
O programa gerador do documento está disponível na página da Receita Federal na internet . O contribuinte deve baixar ainda o Receitanet, aplicativo para a transmissão dos dados, disponível no mesmo endereço.

A maior preocupação do supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir, continua sendo a demora na entrega. Adir avalia que, como em todos os anos, a maioria deverá enviar os dados nos últimos dias. No ano passado, 20% das declarações foram enviadas até o início de abril.

Em 2012, não está sendo diferente. O último balanço divulgado pela Receita Federal mostra que, até a última sexta-feira (30), 5,5 milhões de declarações tinham sido enviadas. Pouco mais de 20% dos 25 milhões de documentos esperados.

De acordo com Joaquim Adir, o contribuinte precisa, pelo menos, começar a separar a documentação necessária para o preenchimento da declaração. "Quem não preparou, não deve deixar para a última hora. Se não tiver os documentos e for procurar comprovantes de rendimento, recibos de médico e contas de hospitais no final do prazo terá dificuldades", disse à Agência Brasil. Ele lembra que, na pressa, a probabilidade de erros aumenta e, com isso, a malha fina terminará sendo inevitável.

Além da malha, o atraso pesa no bolso. A multa para quem não entregar a dclaração até 30 de abril é R$ 165,74. Se o contribuinte tiver que pagar tributos em atraso, a situação fica ainda mais complicada. Nesse caso, terá que pagar a multa e o imposto devido corrigido pela taxa básica de juros (Selic).

Apud TNOnline

Prevenção é melhor forma de combate ao vírus H1N1

Jouse Azevedo - repórter

Após o Estado Rio Grande do Norte enfrentar uma calmaria em 2011 em relação a circulação do vírus da influenza A, o primeiro trimestre de 2012 indica que a população precisa ficar atenta ao vírus H1N1, causador desse tipo de gripe. A Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige) destaca que entre as ações de prevenção está a recomendação é de que todos os pacientes que apresentem suspeitas de contaminação sejam encaminhados para o tratamento imediatamente. 
Alberto LeandroCampanha nacional de vacinação será realizada no próximo mêsCampanha nacional de vacinação será realizada no próximo mês

"É importante que essa recomendação seja seguida. A prescrição do medicamento para o tratamento deve ser rápida.  Outro alerta é para que, diante de casos hospitalizados com febre acima de 38 °C, tosse ou dor de garganta e dispnéia acompanhado ou não de manifestações gastrointestinais, seja solicitada a coleta de secreção, preferencialmente, ate o 7° dia do início dos sintomas", observou Stela Leal, responsável pelo controle da H1N1, no âmbito da Suvige.

De acordo com informações do infectologista Ênio Lacerda o vírus da H1N1 acomete tanto os animais como também o homem. "Isso faz com que a cópia do vírus nunca fique igual e diminua o poder de imunidade da população, que não consegue se defender de um 'novo' tipo de vírus", lembrou. Entre os cuidados destacados pelo médico é de que a prevenção seja bem cuidadosa, principalmente com as gestantes e as crianças. 

O infectologista alerta que é importante que os médicos estejam atentos aos sintomas apresentados pelos pacientes que procuram atendimento com sintomas de gripe comum. Como os sintomas das duas gripes são sintomas de febre, calafrios, cansaço, dor de garganta, tosse, dores musculares, fica mais difícil o diagnóstico. "O paciente que apresentar vômito e falta de ar precisa receber atenção imediata e ser encaminhado para o tratamento e para a realização dos exames", destacou Dr. Ênio Lacerda.

A vacina contra o vírus influenza H1N1 é uma forte arma contra a doença, junto com a necessidade da prevenção constante. A própria Suvige declarou que as provavelmente as crianças que estão adoecendo são as que provavelmente tenham ficado de fora da vacinação da H1N1. Entre os três últimos casos confirmados no Estado, dois são crianças, uma tem oito anos de idade e a outra apenas seis meses de vida.

Segundo informações de Stela Leal, o medicamento Osetalmivir, que é prescrito para os pacientes que apresentam suspeitas de infecção com o H1N1 em Natal, podem receber atendimento em 18 hospitais entre os da rede pública, privada e filantrópica. Os Hospitais Sandra Celeste e o dos Pescadores possuem farmácia com plantão de 24h para a retirada do medicamento para o tratamento da gripe H1N1. "É necessário que o receituário seja prescrito em duas vias para o controle da farmácia", completou.

Campanha nacional

Entre os dias 5 e 25 de maio será realizada a campanha nacional de vacinação contra a gripe sazonal.  A vacina utiliza as três cepas de vírus que mais circularam no país no ano anterior e, de acordo com o Ministério da Saúde, vai imunizar também contra a influenza A(H1N1) - gripe suína. 

O Ministério da Saúde informou ainda que o público-alvo da campanha inclui idosos (a partir de 60 anos), população indígena, crianças com idade a partir de 6 meses e menores de 2 anos, grávidas em qualquer período de gestação e profissionais de saúde. Dados do Ministério da Saúde indicam que em 2011, cerca de 25 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe sazonal. Esse ano, assim como em 2011, quem receber a vacina também ficará imunizado contra a gripe suína.

Fonte: TNOnline

Crise de público e renda persistem no estadual



Vicente Estevam - Repórter de Esportes

O Campeonato Estadual teve a formula de disputa alterada, foram acrescidos mais jogos decisivos com a implementação de uma fase semifinal, porém, os números de arrecadação dos clubes demonstram que o torcedor continua arredio.  Os clássicos entre ABC e América, os de maior apelo popular, mesmo com os dois clubes realizando três jogos no primeiro tuno, sendo dois deles pela decisão, ainda não romperam a casa dos R$ 250 mil de arrecadação bruta é a média de público das duas agremiações ainda não chegou nem perto ao patamar desejado pelos dirigentes.
Júnior SantosNazarenão enfrenta um tipo de rejeição e público é decepcionanteNazarenão enfrenta um tipo de rejeição e público é decepcionante

Isso está obrigando a diretoria alvinegra pensar numa série de estratégias de marketing não apenas para aumentar o número de sócios-torcedores, mas também para levar o público de volta ao estádio Frasqueirão. Dos grandes clubes natalenses, o ABC é o único que tem o conforto de não precisar fazer sua torcida se deslocar da cidade para acompanhar os seus espetáculos, ainda assim a média de público do clube é de 5.087 pagantes. Uma das estratégias para tentar aumentar essa presença tem sido o sorteio de um salário-mínimo entre os torcedores, a cada partida no Frasqueirão.

Afetados diretamente pela falta do planejamento do governo de um plano B, com a finalidade de atender aos clubes que seriam prejudicados com a demolição do Machadão para construção da Arena das Dunas, América e Alecrim, que decidiram mandar seus jogos no estádio Nazarenão, em Goianinha, vivem dias piores. Rival do alvinegro em tudo que se possa imaginar, na atual temporada, com a distância e a limitação do estádio interferindo negativamente na vontade dos torcedores comparecerem aos jogos, o América está longe do ABC na questão de média de público e renda.

A disputa do alvirrubro este ano, em termos de média de público e arrecadação, está se dando contra os clubes mossoroenses. Vale lembrar que pelos lados do Oeste os dois representantes não tiveram boa participação no primeiro turno e ainda assim andaram muito próximos do alvirrubro natalense que registra uma média de 1.190 de torcedores por partida, contra 1.120 do Potiguar e 1.075 do Baraúnas.

O que dirá o Alecrim, clube que sentiu o maior golpe com a obrigação de mudar de endereço. Sem conquistar títulos desde a década de 80, o clube que já convivia com dificuldade extrema ainda podendo contar com o Machadão, hoje ostenta a pior média de público do Estadual. Mesmo com os números insuflados pelo confronto com o ABC, o qual conseguiu mandar no Frasqueirão, a média de público do verdão não passa de 339 por jogo.

Se não fosse por essa concessão abecedista, o quadro seria mais dramático. Prova disso é que os alecrinenses encabeçam a lista do quadro de piores renda e público com as três primeiras colocações. Na derrota de 2 a 0 para o Baraúnas, apenas 42 torcedores pagaram ingresso, ou seja, isso é menos gente que um ônibus pode comportar. Contra o Potiguar, houve um discreto aumento de torcedores e 64 pessoas pagaram ingresso, para acompanhar uma nova derrota da equipe. O jogo de maior público do time esmeraldino em Goianinha reuniu apenas 85 pagantes.

Ou seja, o Alecrim está dentro daquela categoria de clubes que paga para jogar, são raras as partidas onde as receitas são suficientes para cobrir todas as despesas, o que obriga o presidente da agremiação, Orlando Caldas, e toda sua diretoria a usar da imaginação e impedir que um dos mais tradicionais clubes do futebol potiguar feche suas portas por insolvência.

"Se não fosse a Federação Norte-riograndense se responsabilizar pelo pagamento da arbitragem, ainda ajudar nas despesas com locomoção e hospedagem, nós não teríamos condições de disputar esse Estadual. Pelo levantamento que fizemos, só para jogar teríamos de gastar em torno de R$ 23 mil. Há muito tempo que vivemos apenas daquilo que conseguimos arrecadar nos jogos contra ABC e América apenas", ressaltou Orlando Caldas.

O presidente alecrinense ressaltou que no tempo do Machadão, as coisas não eram uma maravilha, mas também estava longe de ser considerado o caos total. "Atuando no Machadão nossa média de torcedores ficava em torno de 500 pagantes. Nos jogos pelo Estadual dava para cobrir os nossos gastos. Agora não, continuando assim não teremos como resistir por muito tempo. Vivemos hoje daquilo que conseguimos arrecadar com nossos beneméritos e com o pouco patrocínio que conseguimos arrumar. Mas esse grupo vem se reduzindo ano a ano", salientou o presidente alecrinense.

Promessa de apoio fica só na intenção

Para combater o rombo nas contas dos clubes natalenses que tiveram de mudar a sede dos seus jogos para Goianinha, seria necessário a existência de um forte apoio governamental. Seria, mas a governadora Rosalba Ciarlini, que prometera enviar um emissário a Pernambuco para estudar o projeto "Vou com a Nota", que troca notas fiscais por ingressos para o futebol e garante 75% da lotação dos estádios, até agora não cumpriu com que disse.

Frente a situação, o presidente do América, Alex Padang, projeta uma série de dificuldades para o clube no restante da temporada. "Hoje o América está gastando bem mais do que aquilo que pode arrecadar", disse fazendo referência ao baixo retorno que o alvirrubro teve durante o primeiro turno do estadual, quando conseguiu colocar apenas R$ 71.893,64 no cofre, contra os R$ 537.407,92 do ABC.

"Nós já esperávamos essa dificuldade, sabíamos que seria exigir de mais do nosso torcedor que eles comparecessem em massa aos jogos em Goianinha", disse Alex Padang. "Reconheço que estamos enfrentando uma  dificuldade que pode comprometer nossos planos na série B. Como estamos trabalhando no vermelho precisamos convencer nosso torcedor que a ajuda dele será fundamental nos próximos dois anos."

Segundo o dirigente, para entrar com um time competitivo na série B, cuja largada será em maio, o América precisa triplicar o seu quadro de sócio-torcedor. "Nós temos hoje cerca de 1.400 associados, precisamos subir esse número, no mínimo, para cinco mil para equilibrar nossas finanças e procurar manter um time competitivo. Tá muito difícil de se conquistar patrocinador e vamos depender diretamente de quem ama o América", ressaltou.

Mesmo posando de campeão de arrecadação e tendo colocado no cofre meio milhão de reais, apenas no primeiro turno, o presidente do ABC Rubens Guilherme alerta que o clube não se considera tranquilo. "Pelos investimentos que nós realizamos, esperávamos um maior retorno por parte do nosso torcedor", disse o dirigente. "Enquanto não atrairmos a atenção da mídia nacional, não entrar uma rede de tevê aberta para transmitir nossos jogos, não conseguiremos melhores patrocínios. É preciso uma ação integrada", destaca.

O presidente da da Federação Norte-riograndense de Futebol, José Vanildo, acredita que o quadro de arrecadações irá melhorar no 2º turno. "Teremos mutos jogos decisivos e o público vai duplicar na fase decisiva", ressalta.
Fonte: TNOnline

Energia solar atrai investidores ao RN

Andrielle Mendes - Repórter

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vota até o início deste mês - segundo previsão da coordenação de energia solar fotovoltaica do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN (Cerne) - dois regulamentos que prometem incentivar a geração e o consumo de energia solar no país. A regulamentação, que já está pronta, libera a instalação de pequenas centrais geradoras de energia elétrica (com potência instalada menor ou igual a um Megawatt (MW) em empresas e residências e concede maior desconto para quem instalar usinas de energia solar com até 30 MW. Com a homologação, o brasileiro poderá instalar placas solares fotovoltaicas e transformar radiação solar em energia elétrica, economizando na conta de energia. 

Embora a Aneel prefira não fixar uma data para a homologação, várias empresas nacionais e estrangeiras estão de olho neste movimento. Para especialistas, o Rio Grande do Norte pode se destacar em relação à geração de energia solar, a exemplo do que ocorreu com a energia eólica. 

O estado está entre os três com maior índice de radiação solar do país. O potencial do estado (radiação solar de 780 a 800 watts por metro quadrado) é cinco vezes maior que o da Alemanha, um dos países que mais produzem energia solar no mundo. Vários investidores já demonstraram interesse em aportar capital no RN. Só em março, três empresas procuraram o governo do estado - a Vector Tecnhology, a Solsonica e a Braxenergy, que anunciou a instalação de duas usinas solares, uma fotovoltaica (que usa placas solares) e uma CSP (que usa concentradores de energia) e de uma fábrica. As duas usinas projetadas pela companhia, com capacidade instalada de 30 MW cada uma, serão instaladas nos municípios de Mossoró e Itajá, que também receberá uma 'green house', espécie de estufa para produção de alimentos. A expectativa é que fiquem prontas em 2013, caso o Ministério de Minas e Energia realize leilões para energia solar este ano. 

A Bioenergy, uma das primeiras a investir em eólica no país e a primeira a comercializar energia eólica no mercado livre, já mede a radiação solar em dois municípios potiguares. A empresa, que já inaugurou dois parques eólicos e vai instalar mais cinco no estado nos próximos três anos, vai dar entrada nas licenças ambientais nos próximos dias para os projetos de energia solar. A expectativa é começar a instalar as usinas até o final do ano. O investimento total chega a R$ 600 milhões, segundo Sérgio Marques, presidente da Bioenergy. Juntas, as centrais, que serão conectadas a rede, poderão gerar até 100 MW de energia - 100 vezes mais do que é gerado pela única usina de energia solar conectada a rede do país, instalada no Ceará. A energia solar representa hoje 14% da capacidade de geração dos projetos da companhia.

A Elios Soluções, empresa que atua no segmento de energia solar há dez anos, é parceira de três grandes grupos internacionais e está presente em seis estados brasileiros, também busca parceiros para instalar dois centros de distribuição e serviços no país. Diogo Azevedo, diretor

comercial da empresa, ainda procura um local para investir, mas garante: "se optarmos pelo Nordeste, escolheremos o Rio Grande do Norte". De acordo com Jean Paul Prates, ex-secretário de Energia do estado e atual diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN, há pelo menos outros cinco projetos 'no gatilho', aguardando a regulamentação do setor. 

Até a Petrobras elegeu o RN para instalar sua primeira usina de energia solar conectada a rede. O projeto, inscrito num dos Programas de Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico da Aneel, prevê a instalação de uma usina capaz de gerar 1MW, em Alto dos Rodrigues. O investimento é de R$ 21,2 milhões. As informações foram repassadas pela direção de Gás e Energia da estatal à rádio CBN e confirmadas pela agência reguladora. Só estes quatro projetos representam um investimento total de R$ 903,1 milhões. 

Indústria tem desafios a vencer

Embora a brasileira Braxenergy tenha anunciado uma fábrica de placas fotovoltaicas para o Rio Grande do Norte, o momento não é propício para instalação de indústrias, afirma Diogo Azevedo, diretor de energia solar fotovoltaica do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN (Cerne). "Há uma super oferta", justifica. Segundo ele, a indústria de energia solar é capaz de produzir equipamentos para a instalação de 50 Giga Watts (GW) por ano, mas o mercado mundial só consegue comprar 27 GW. "É difícil acreditar que uma grande empresa vá abrir fábricas neste cenário". O momento, segundo ele, é delicado. Governos cortaram subsídios para este tipo de indústrias e empresas fecharam as portas nos últimos meses.

Para Helcio Camarinha, CEO (espécie de diretor executivo) da Braxenergy, a super oferta não inviabiliza a instalação da fábrica, que também servirá como centro de pesquisa. Embora não divulgue detalhes do projeto, que será desenvolvido em parceria com outras empresas, Helcio assegura que "o RN será contemplado com alguma atividade industrial". As placas serão instaladas nas usinas de energia solar da própria Braxenergy, dentro e fora do Brasil. "Precisaremos de 400 Megawatts em placas fotovoltaicas nos próximos quatro anos. Uma indústria se viabiliza com a produção de 100 MW por ano", justifica. 

A regulamentação, acredita Helcio, também multiplicará o número de clientes. "Com a regulamentação e a realização dos leilões, o Brasil se tornará o principal mercado do mundo", anima-se. Para o doutor em Engenharia e professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRN, Luiz Guilherme Meira de Souza, que atua na área há mais de 30 anos e tem mais de 100 trabalhos publicados na área de energia solar, o processo será semelhante ao da eólica. "Primeiro, as empresas instalarão as usinas. Depois, instalarão as fábricas". 

Uma das áreas que já se preparam para receber este tipo de indústria é o distrito industrial de Goianinha. Das 32 empresas que solicitaram um terreno no distrito, duas atuam no segmento de energia solar. Uma delas é a italiana Solsonica, parceira da Braxenergy. O distrito industrial começa a operar até dezembro. "Estamos aguardando apenas as licenças", afirma Teo Tomaz, secretário de Desenvolvimento Econômico de Goianinha.

Solar x Eólica

Apesar dos avanços, ainda há uma série de gargalos a serem superados pela indústria de energia solar. Mercado ainda incipiente, preço e dificuldades de transmissão são apenas alguns deles. Na avaliação de Jean Paul Prates, ex-secretário estadual de Energia e atual diretor geral do  Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN (Cerne), a diferença tarifária ainda é um dos principais gargalos a serem superados. Enquanto a energia hidráulica custa, em média, R$ 70 o quilowatt/hora, a energia solar custa, em média, R$ 400. "A energia solar é, no minimo, 50% mais cara que a eólica, que apesar de ter caído de preço ainda é a fonte mais cara", completa Luiz Guilherme Meira de Souza, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRN. Mas isso está mudando.  Para Sérgio Marques, presidente da Bioenergy, a energia solar se tornará tão competitiva quanto a energia eólica. "É só uma questão de tempo". O investimento massivo da indústria mundial pressionará os preços para baixo, afirma Diogo Azevedo, também do Cerne. Sergio Palhares, diretor Brasil da Centrotherm Photovoltaics AG, uma das maiores fornecedoras de equipamentos para a produção de energia solar fotovoltaica do mundo, chegou a afirmar, em audiência pública realizada no ano passado em Natal, que os preços da energia solar haviam caído mais de 30% nos últimos dois anos. Mas desonerar a geração de energia não basta. Além de reduzir o preço, o país precisa investir em linhas de transmissão, aprimorar a infraestrutura e facilitar a logística. Apesar das barreiras, a energia solar é a fonte de energia que mais cresce no mundo. A taxa de crescimento anual chega a 30,89%. A da eólica, 'a bola da vez', cresce a 25,75%. 

Consumidores descobrem no sol uma fonte de economia

A geração de energia solar abrange pelo menos três tipos de tecnologia: a energia solar térmica para banho, a térmica solar de concentração e a solar fotovoltaica (a que utiliza as placas). A térmica solar para banho é a mais comum no país, explica  Diogo Azevedo, diretor de energia solar fotovoltaica do Cerne. Em Natal, cerca de 90% dos hotéis usam energia solar para aquecer a água. 

O Vip Praia Hotel, em Ponta Negra, foi um dos primeiros a apostar na nova tecnologia. Em 2008, instalou 15 placas fotovoltaicas no telhado. Com isso, conseguiu reduzir a conta de energia elétrica em 45%. O empreendedor que antes pagava R$ 18 mil por mês, passou a pagar R$ 10 mil. Para Beth Cequeira, gerente do empreendimento, o custo-benefício compensa. O hotel tem 40 suítes de até três quartos. "Imagine  100 hóspedes ligando o chuveiro elétrico na mesma hora", diz Beth. 

Banho quente ainda é pouco, admite Diogo, mas já é o primeiro passo. A regulamentação vai ampliar este mercado e trazer novas possibilidades. A socióloga americana Camy Condon, 73, concorda. Há um ano, ela desenvolve fogões e dissecadores solares de forma artesanal. Mas não parou por aí. Instalou oito placas solares em sua casa, nos EUA, e criou uma escola itinerante para difundir a prática no Brasil. "Assisti uma exibição sobre geração de energia solar na escola onde meus netos estudam, nos Estados Unidos, e pensei: 'isso seria perfeito em Natal'". Hoje, a casa de Camy, na capital potiguar (onde ela passa nove meses por ano) mais parece um museu dedicado a energia solar. 
Fonte: TNOnline

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dia de Iemanjá: a folia começa na Bahia


A Festa de Iemanjá do dia 2 de fevereiro é uma das mais populares do país e atrai às praias do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia, uma multidão imensa de fiéis e admiradores. É uma comemoração religiosa e ao mesmo tempo profana, praticamente é "o grito de carnaval": a folia começa nessa data e só termina na quarta-feira de cinzas.


Salve, salve Iemanjá!
Salve,salve Iemanjá
Iemanjá é frequentemente representada sob a forma latinizada de uma sereia, com longos cabelos soltos ao vento. Chamam-na também de Dona Janaína ou Rainha do Mar.

No seu dia, ela recebe oferendas e pedidos dos seus seguidores e admiradores. Esse ritual teve origem no ano de1923, quando  houve uma diminuição no pescado da vila de pescadores do Rio Vermelho. 

Tentando buscar ajuda na Mãe D'Água, Iemanjá, os pescadores saíram a dois de fevereiro para ofertar presentes à deusa. A partir daí, ano após ano, os pescadores repetem essa cerimônia. 

A princípio era feita em conjunto com a Paróquia do Rio Vermelho, devido ao sincretismo entre a rainha do mar e Nossa Senhora da Conceição. Nos anos 1960, houve uma reação da Igreja Católica contra o culto pagão, fazendo com que a festa perdesse, oficialmente, a devoção à santa católica. 

Por isso, a Igreja de Santana, localizada no mesmo local da festa, sempre mantem as portas fechadas no dia 2 de fevereiro. 

Atualmente, as homenagens a essa orixá começam de madrugada, com devotos do candomblé, da umbanda e do catolicismo colocando as ofertas e bilhetes com pedidos em balaios que serão atirados ao mar. Esses balaios são transportados ao mar por cerca de 300 embarcações e o saveiro que leva a oferenda dos pescadores sempre segue à frente do cortejo. 



Fonte: Portal Vermelho

Racista e política, “Operação Xangô” é revista 100 anos depois



Racista e político, movimento é revisto 100 anos depois


No dia 01 de fevereiro de 1912, Maceió viveu uma noite de terror com invasão e depredação de templos religiosos e espancamento de negros e adeptos do candomblé. Vandalismos do gênero eram comuns no país e tinham como objetivo demarcar o território das elites, que combateram violentamente a expressão da cultura afro nas ruas. Nos bastidores dessa luta, as elites também faziam articulações políticas.

Por Christiane Marcondes



Mesmo ilegais, os negros, que formavam a maioria da classe trabalhadora, continuaram com seus ritos e cantos, resistindo bravamente aos ataques, ainda que, muitas vezes, recuando e deslocando-se para longe dos centros urbanos.

E é a esta força de resistência que a nação brasileira deve hoje a riqueza de sua produção cultural em todos os campos da arte. O país reconhece e há quem reveja esses atos, caso do governo de Alagoas que nesta quarta (1º/2) divulgou nota oficial com um pedido de perdão a todas as comunidades de terreiros alagoanas que enfrentaram as atrocidades do dia 1º de fevereiro de 1912. 

O gesto não redime a culpa, não apaga as feridas do passado nem conforta, mas serviu para a reconstituição do episódio e para a sua inserção na história da cidade considerada, na época, como uma das mais "negras" do país. Pesquisadores e historiadores narram aqui a verdade dos fatos.


Uma noite diferente das outras

Há cem anos no centro de Maceió, às vésperas do Carnaval, uma massa de populares, liderada por veteranos de guerra e políticos, invadiu, depredou e queimou os principais terreiros de Xangô da cidade, espancando líderes e pais de santo dos cultos afros. Considerada um dos mais emblemáticos casos de racismo e intolerância religiosa do Brasil, a noite fatídica ficou conhecida como "O Quebra de Xangô".

O movimento foi organizado por integrantes da Liga dos Republicanos Combatentes em Maceió, sob a liderança do sargento do Exército Manoel da Paz, veterano da guerra de Canudos, na Bahia. "Muitos foram pegos de surpresa e apanharam pelas ruas até chegar à delegacia, na calada da noite. Outros tiveram a oportunidade de fugir para estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe", assegura o professor de História e pesquisador Célio Rodrigues, o "Pai Célio", um dos grandes difusores da religião de matriz africana no Estado.

Denominado Operação Xangô, o movimento tinha um forte viés político com o objetivo de afastar do poder o então governador do Estado, Euclides Malta, que já administrava Alagoas por 12 anos seguidos e era considerado um amigo dos líderes religiosos massacrados.
"Foi uma perseguição ao governador Euclides Malta, que tinha ligação com os terreiros e havia recebido até o título de papa do xangô alagoano, o Soba. O interessante é que Euclides era um fervoroso católico", conta o historiador, médico e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), Fernando Gomes.

De acordo com Gomes, o episódio do Quebra de Xangô teve grande importância para apressar a renúncia de Euclides Malta, que aconteceu em 13 de março de 1912. "Em 12 de julho de 1912, Clodoaldo Fonseca, figura de relevo nos quadros do Exército e primo-irmão de Hermes da Fonseca, é empossado governador, juntamente com o vice José Fernandes de Barros Lima", completa o vice-presidente do IHGAL.

Imprensa golpista 

Na época do Quebra, o movimento que desencadeou a postura intolerante contra a religião de matriz africana contou com o apoio da imprensa oposicionista, notadamente o Jornal de Alagoas. Nos trechos de seus artigos e matérias, termos pejorativos sempre eram direcionados ao governador por este se relacionar com os xangôs. 

Na série de matérias intituladas "Bruxaria", publicada nos dias consequentes ao episódio, a suposta relação de Euclides Malta com os xangôs denota a mãe de santo Tia Marcelina como sua "feiticeira" protetora.

Segundo as referidas reportagens, o "nefasto governo" de Euclides Malta e as ditas "casas de feitiçaria barata" encontravam-se extremamente difundidas pela cidade de Maceió e se relacionavam "na mais estreita afinidade". De acordo com o jornal, "sabia-se que a grande força em que o "inepto oligarca" apoiava o seu governo era o xangô e, com essa confiança no fetiche ignorante, mantinha em completa debandada todos os outros poderes orgânicos do Estado", diz um trecho da publicação em sua edição de 4 de fevereiro.

Tia Marcelina, líder e mártir


É notável a descrição de cunho pejorativo de um suposto ritual relatado pelo Jornal de Alagoas na época: "Na casa da Tia Marcelina, a mais frequentada pelo Sr. Euclides e os seus amigos, (em culto) realizado próximo às novas eleições, Tia Marcelina teria pressentido a vitória do adversário de Euclides Malta. 

Ela preparou a sessão, de acordo com o chefe, e, às 8 horas mais ou menos, o Soba (espécie de chefe de tribo) entrou nessa casa, em uma das ruas mais esconsas da Levada, acompanhado de um dos seus áulicos, que bem conhecemos. Os trabalhos já haviam principiado e a negra mãe de santo, modulando sorrisos de megera, olhares esgazeados de víbora saciada, correu com a mão o reposteiro de uma saleta contígua e lá ficou o 'Ogum-taió' da Praça dos Martírios, guardado às vistas dos seus irmãos e do pessoal que na rua avidamente olhava as danças e os requebros da Tia Marcelina".

Tia Marcelina, segundo os historiadores, foi a fundadora do candomblé em Alagoas e a então mais famosa mãe de santo do Estado, tida como espécie de mentora espiritual do governador Euclides Malta. De acordo com os relatos, ela teria resistido à invasão de seu terreiro e recebido golpes de sabre – espécie de espada – enquanto lutava contra o ataque. A líder negra não resistiu e morreu meses depois.

Portal Vermelho com agências

Pinheirinho: as mentiras da juíza que ordenou a desapropriação



Em entrevista ao O Vale, a juíza Márcia Loureiro explica os motivos da autorização da reintegração de posse do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ela diz que o governo federal não quis efetivamente ajudar no processo. A reportagem da Record desmente as afirmações grosseiras da juíza que, por sinal, mora próximo ao local desapropriado. O drama das famílias desabrigadas segue sem solução.




Reportagem da Record com as famílias desabrigadas:





Alecrim e América fazem clássico sem gols em Goianinha


O jogo foi parelho e movimentado; o empate ante o lanterna faz o técnico rubro Flávio Araújo "balançar" no cargo.


Em jogo parelho e movimentado, Alecrim e América fizeram o clássico da 6ª rodada da 1ª fase do 1º turno do Campeonato Potiguar - partida realizada em Goianinha e que terminou empatada sem gols.

O Alecrim, na condição de anfitrião, precisava se atirar ao ataque para chegar a algum lugar - e foi exatamente o que fez, surpreendendo o América nos instantes iniciais, com direito a Wigor e Everaldo dando muito trabalho à zaga americana: cada um arriscou chute a gol de fora da área, e nas duas ocasiões a bola passou rente ao gol. Só após os 10 minutos é que o meio-campo e a zaga do América conseguiram se organizar de um modo um pouco mais efetivo a fim de aparar as ameaças. Apenas aos 17 minutos é que o América conseguiu um ataque mais perigoso, com Jairo recebendo de Carlinhos e chutando da marca do pênalti (o goleiro defendeu). O Alecrim insistiu com Marcelo e Everaldo; aos 34, Isac chegou á área do Alecrim e chutou firme, a bola acertou em cheio na trave, e dois minutos depois foi a vez de André Beleza alcançar a entrada da área e chutar firme, a bola passou rente ao gol. Nos minutos finais do primeiro tempo, seguiram-se mais investidas com Marcelo e Everaldo, sem sucesso.

No segundo tempo, o Alecrim pareceu se contentar com o empate e diminuiu os avanços á área, enquanto o América buscou dominar e fazer pressão. Aos 3 minutos, após bola trabalhada, André Beleza ariscou chute forte, a bola espirrou sobre o gol; aos 4, Ferreira se livrou de um marcador, girou o corpo e arriscou chute, o goleiro defendeu; aos 8, Isac recebeu bola de Ferreira e chutou como deu, tiro de meta. O Alecrim reagiu aos 10 minutos com Miratan e aos 13 com Wigor, sem sucesso. Aos 15, foi a vez de Soares para o América: ele invadiu a grande área e chutou, o goleiro defendeu. Aos 19, Jairo cobrou falta, a bola passou rente ao gol do alecrim; aos 27, o mesmo Jairo completou lance inciado por Soares, com chute forte de fora da área, tiro de meta; aos 35, Rivaldo - substituindo Jairo - avançou sozinho à área do Alecrim e esteve muto perto de fazer gol para o América, mas foi impedido pelo goleiro que roubou-lhe a bola aos pés no último instante; por fim, aos 48, Wanderson cruzou na linha de fundo para Ferreira, mas o goleiro estava atento e interceptou a bola para evitar o pior. Placar final, Alecrim 0 x 0 América.

Com isto, o América segue em 6º, agora com 7 gols, e vê ficar complicada a possibilidade de alcançar a segunda fase do turno; o Alecrim, agora com 4 pontos, permanece na lanterna.

Balançando

O empate ante o lanterna do campeonato, mais ainda em "casa", num momento que o América precisa reagir (caso contrário pode não chegar à segunda fase do turno), juntando-se ao fato de ser o quarto jogo sem vitória do time e agregado à fama dos atuais integrantes da administração rubra de terem "pavio curto" no que diz respeito à tolerância com resultados adversos, abre a possibilidade de demissão iminente do técnico Flávio Araújo, que adiantou via rádio logo após o jogo que "quem decide é a diretoria"; por enquanto, Flávio está mantido, permanência condicionada aos resultados nas próximas rodadas.


Alecrim 0 x 0 América

Alecrim
Augusto; Everaldo, Bob, Marcão, Nego; Gavião, Rafael Potiguar, Marcelo (Josué), Renatinho (Paulinho); Miratan, Wigor (Sidney).
Técnico: Berguinho

América
Fabiano; Ferreira, Mauro, Zé Antônio, Carlinhos (Wanderson); Ricardo Baiano, Nata, André Beleza, Jairo (Rivaldo); Isac (Leandro Guerreiro), Soares.
Técnico: Flávio Araújo

Árbitro: Suelson Diógenes
Local: J. Nazareno (Goianinha)
Cartões amarelos: Gavião, Renatinho, Marcelo, Everaldo, Augusto, Miratan (ALE); Nata, Leandro Guerreiro (AME)
Fonte: Nominuto.com

ABC vence Potiguar de Mossoró e segue líder do Potiguar 2012


O jogo foi truncado e o nível técnico apresentado foi discutível; o ABC suou mas venceu o visitante, e agora tem 14 pontos na classificação.


O ABC venceu o Potiguar de Mossoró no estádio Frasqueirão - 2 a 1 - em jogo de nível técnico no mínimo discutível, válido pela 6ª rodada da 1ª fase do 1º turno do Campeonato Potiguar.

O time da casa tratou de pressionar desde o primeiro instante. O Potiguar buscou naturalmente se defender à altura. E seguiu-se um jogo bastante truncado até o último minuto de partida.

Aos 16 minutos, Renatinho Potiguar. cobrou falta de frente ao gol do Potiguar; a bola quicou na frente do goleiro, que não apresentou defesa, e a bola entrou constituindo um "frango". ABC, 1 a zero.

A dianteira do ABC no placar não durou muito. O Potiguar esboçou reação. Aos 24 minutos, Renatinho Potiguar interceptou com a mão uma bola cruzada na área para Quirino - pênalti, convertido pelo próprio Quirino no minuto seguinte. Potiguar, 1 a 1.

No segundo tempo, quando se esperava que a qualidade do jogo pudesse melhorar, o mesmo apresentou-se ainda mais "mastigado" que no primeiro período. Apesar de um certo domínio do time da casa, as equipes abusaram dos chutões; as bolas alçadas à área pareciam pouco efetivas; e muitas faltas acabaram com a bola passando rente à trave.

Somente aos 34 minutos é que o placar voltou a se mover: Gabriel, pela direita, cruzou a Leo Gamalho que escorou de cabeça no "segundo pau" - bola no fundo das redes. ABC 2 a 1, placar final.

Com o resultado, o ABC obteve seu intento: permanecer na liderança, agora com 14 pontos. Mas a chamada liderança isolada ainda não veio, por conta da combinação dos demais resultados, fazendo o Palmeira de Goianinha ficar a dois pontos de distância - e, portanto, o ABC segue "na mira" na próxima rodada. O Potiguar, de sua parte, está em 7º, com 7 pontos, embolado com América, ASSU e Caicó. 
Fonte: nominuto.com