terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Cientistas identificam hormônios que ativam câncer de próstata

Da redação do UAI.COM.BR
Foram identificados no Instituto do Câncer da Queen Mary University de Londres, na Inglaterra, os hormônios que ativam os tumores causadores do câncer de próstata.

Segundo os estudiosos, tratam-se de dois hormônios fundamentais na ativação de uma variação genética específica, que gera a criação dos tumores.

A pesquisa foi centralizada nos hormônios androgênicos – testosterona, androsterona e a androstenediona – e na influência que ocorre na hora de fundir genes diferentes, que resultam em uma mutação genética encontrada em muitos cânceres. Esses genes mutantes se formam por causa da fusão de DNA procedente de distintas partes da zona genética das células.

De acordo com o  coordenador do estudo, a exposição aos androgênicos pode provocar a fusão de genes que normalmente estão muito afastados e esse estudo demonstra as causas da fusão de dois genes específicos responsáveis pelo crescimento dos tumores cancerígenos da próstata. “A fusão entre os genes TMPRSS2 e ERG, detecta em aproximadamente 50% dos cânceres de próstata, é a fusão mais comum entre os tumores cancerígenos humanos, acrescenta o especilista.

Enfatiza que essa é uma descoberta significativa e um passo de gigante na futura prevenção da doença, guiando novos tratamentos. "Se pudermos averiguar como controlar e tramitar os níveis androgênicos, há uma sólida possibilidade de que possamos ajudar milhares de homens, especialmente os que sabemos que estão nos grupos de risco, por ter história de câncer de próstata na família”, explicou o pesquisador.

Excluindo os de pele, este câncer é o mais frequente entre os homens no mundo desenvolvido, chegando ao ponto de 15% da população masculina ser diagnosticada com a doença, e estima-se que a percentagem aumentará substancialmente nos próximos anos devido ao envelhecimento da população.

A doença, normalmente, é detectada em indivíduos com mais de 50 anos, dos quais apenas 1 em cada 32 morre. O grande problema é que uma alta porcentagem de afetados nunca apresenta sintomas, nem são submetidos ao tratamento.


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